CONAMA, Bolívia e ambientalistas

Depois de três dias em Brasília e de uma frustrante participação na 91a Reunião CONAMA, tenho muitas coisas para contar. A experiência foi enriquecedora e os resultados pífios. Porém, o Presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, recebeu uma grande e pública cobrança sobre sua atuação na concessão da licença de instalação da Hidrelétrica Santo Antônio, no rio Madeira. Leia mais

Vou explicar, também, quais são as implicações dos impactos ambientais das usinas do Madeira em território boliviano e como uma moção do CONAMA pode sinalizar um caminho de diálogo sobre águas transfronteiriças. 

O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, abriu, no dia 10, a reunião e, para variar, fez o mesmo discurso injetado de "apreendemos", "fechamos", "multamos" e "prendemos", que já se desgastou. Os ambientalistas continuam sendo alvos de desrespeito nos conselhos. Não há mais disfarces por parte do governo, os representantes dos movimentos socioambientais são publicamente destratados e constrangidos.  

É preciso agradecer aos representantes das ONGs ambientalistas no CONAMA que  se desgastam e lutam como gladiadores desarmados numa arena de leões. Parabéns, Zuleica, Carlos Osório, Cristina, Ivy, Marcio, Ivaneide, Alvaro e todos os demais que lá estavam e que apoiaram a causa do Madeira. Especial menção ao Brent Milikan que deu um incrível suporte à coordenação da equipe e ao Glenn Switkes que gentilmente cedeu os exemplares do livro Águas Turvas.

Ao longo da próxima semana vou explorar cada um dos vários acontecimentos que pautaram a reunião no CONAMA.

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