quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Um ano quase novo e o paraíso chamado Brasil


Foto: Rio Araguaia.com.br

Por A. Coutinho
"Certo, se no princípio de tudo eles levavam nosso pau (brasil), hoje pouco mudou, pois vivem levando nosso... ferro; seja de Carajás ou das Gerais, pouco importa. Mas isso é apenas a parte visível do rombo, tal como rombo foi feito sempre para assemelhar-se a iceberg. Uma parte minúscula, visível; outra, a do leão, invisível ou desapercebida." A. Coutinho
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2 comentários:

  1. Antes que um ano quase novo termine aproveito os dias que restam para registrar o fato insólito que vai acontecer assim que um outro ano cheio de incertezas principiar:

    VITÓRIA DE PIRRO
    De tanto fazer mágicas com preço congelado da gasolina o feitiço acabou se voltando contra o(a) aprendiz, como na fábula do “aprendiz de Feiticeiro”: Acabou inviabilizando – por alguns anos – o álcool hidratado e o carro “flex”, que são criações genuinamente brasileiras, tal como a “jaboticaba”, que só dá no Brasil. Resta o álcool anidro aditivado que é muito mais importante e vale mais do que a parcela correspondente da gasolina substituída pelo fato de eliminar contaminação por chumbo muito mais poluente (Chumbo Tetraetila, estão lembrados?). Um problema ambiental para o qual existe um mercado mundial muito mais promissor e tão grande que o Brasil não conseguirá atender sozinho. Mas, tem tecnologia e conhecimento bastante para ajudar outros países mais pobres a produzi-lo.
    A queda de barreiras ao álcool anidro brasileiro acabou acontecendo mais por pressão dos contribuintes americanos do que por interferência do ex-presidente. Para o consumidor americano a manutenção da sobretaxa se tornou inócua, dada a impossibilidade técnica de suprimento por etanol brasileiro. Até que enfim concluíram pelo óbvio. Paciência!

    ACONTECEU O ÓBVIO
    A manutenção do preço da gasolina constitui um sério obstáculo a produção de álcool hidratado. Este não tem condições de concorrer com preço congelado da gasolina por tanto tempo. O preço da gasolina fixa o teto para o preço do álcool.
    Nem mesmo a queda da sobretaxa – durante muito tempo um “cavalo de batalha” – constitui “tábua de salvação” para o etanol brasileiro que não tem condições mínimas de abastecimento interno no curto prazo.
    Ironicamente acabou ocorrendo por decurso de prazo, em um momento delicado para a agroindústria canavieira porque, infelizmente, não existe álcool anidro suficiente para suprir a grande quantidade de carros flex que migraram para a gasolina com preço congelado desde 2009. E o que é pior: o Brasil acabou tendo de importar álcool mais caro devido a retirada simultânea do subsídio.
    Nos próximos 4 anos o álcool estará comprometido com o aumento da importação de gasolina, mesmo que seja reduzido o percentual aditivado.

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  2. NADA DE NOVO
    Qualquer medida só produzirá efeito no longo prazo. A recomposição da lavoura de cana é lenta por sua própria natureza: requer prazo biológico para plantio e maturação. A construção de novas destilarias, sabidamente, é demorada.
    O fim do subsídio e queda concomitante da sobretaxa favorece duplamente o álcool anidro brasileiro, a saber, no longo prazo.
    A queda da sobretaxa já tinha sido aprovada no senado americano, dependendo de aprovação da câmara. Tal como acontece no Brasil (medidas provisórias), aconteceu o inesperado: congresso entra em recesso sem renovar barreiras. Isto é o que, eufemisticamente, se pode chamar de “desaprovação por decurso de prazo".
    Tudo aquilo que foi reclamado nos últimos 31 anos, de repente acontece e, infelizmente, o Brasil não tem álcool para exportar. Ao contrário vai importar etanol de milho mais caro devido a queda simultânea do subsídio.

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