quarta-feira, 25 de julho de 2012

O pesado custo ambiental de Tapajós

Fonte: Estudos Ambientais Eletronorte/CNEC

A determinação do governo em levar adiante o plano de construir a última grande hidrelétrica do Brasil poderá impor um custo ambiental sem precedentes na história do país. A usina de São Luiz do Tapajós, que teria potência inferior apenas a Itaipu, Belo Monte e Tucuruí, produziria 6.133 megawatts (MW) de energia a partir da construção de uma muralha de 3.483 metros de comprimento atravessada no coração da Amazônia.

A reportagem é de André Borges e publicada pelo jornal Valor, 25-07-2012.

Essa barragem, que teria 39 metros de altura, o equivalente a um prédio de 13 andares, seria erguida em uma das áreas mais protegidas da região: o Parque Nacional da Amazônia, a primeira unidade de conservação demarcada na chamada Amazônia Legal. Com outras 11 unidades, essa área forma o imenso complexo da bacia do Tapajós, o maior mosaico de biodiversidade do planeta. Continue lendo...

Um comentário:

  1. A seca inédita nos EUA, maior em 56 anos, cria um alerta para as secas na Amazônia que também tem ocorrido a intervalos regulares; Uma seca como aquelas ocorridas em 2005 e 2010 pode tornar completamente inviáveis as usinas licitadas e projetadas em excesso para conservar cheios os reservatórios do Sudeste. Apesar de complementares pela sazonabilidade esta é uma complementação cheia de riscos dada a enorme distância e os grandes blocos de potencia concentrados em grandes empreendimentos. Usinas de fio d’água sem reservatórios podem ser complementas por térmicas combinadas em sistema de cogeração de forma distribuída, de forma mais econômica e mais segura.
    Mas, o governo está obcecado pela monocultura da eletricidade e pela extensão do sistema interligado a toda região amazônica. Usina do Tapajós como Tele Pires e outras projetadas não comportam reservatórios de regulação, considerando as inúteis áreas alagadas e as baixas altitudes para constituir reservas de energia potencial relevantes. Acima de tudo há excesso de geração de energia elétrica – segundo o próprio Operador nacional do sistema – para um tipo de consumidor que não existe: que já está indo embora.

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