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A consciência ecológica e o respeito à natureza alcançaram a sociedade, mas não as autoridades brasileiras

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Entrevista especial com Telma Monteiro “O crescimento econômico desconectado do meio ambiente ainda continua sendo usado como argumento de redução da miséria”, constata a ambientalista.
Confira a entrevista


“O Brasil se mantém numa posição em que crescer para sempre é a meta, sem agregar valores inerentes ao desenvolvimento com distribuição equânime de riquezas, o que nos confere fragilidade e insustentabilidade”. É com essa declaração que Telma Monteiro (foto) critica a atuação ambiental do Estado brasileiro nos últimos 20 anos, pós Eco-92. Para ela, “a triste realidade que estamos vivendo nos biomas brasileiros e o aumento das emissões” demonstram que o Brasil não implementou quase nenhuma das propostas discutidas na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a qual buscou conciliar desenvolvimento econômico com conservação ambiental. “O governo continua defendendo interesses imediatistas desde Estocolmo, em 1972, e escolheu não fazer um controle eficaz d…

Relatório da Aneel aponta mais de 100 projetos para hidrelétricas na Amazônia

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Além de Belo Monte e Complexo do Tapajós, os mais comentados atualmente, há outros projetos menos conhecidos para a região Manaus, 15 de Julho de 2011 ELAÍZE FARIAS O Relatório de Acompanhamento de Estudos e Projetos de Usinas Hidrelétricas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cuja atualização data do dia 31 de maio de 2011, aponta 144 projetos de aproveitamento de usinas na Amazônia, entre grandes hidrelétricas e pequenas centrais hidrelétricas (PCH) – aquelas com potencial abaixo de 30 megawatts. O projeto mais avançado é justamente a Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, usina que deverá gerar mais de 11 mil megawatts, e que vem sendo alvo de protesto de movimentos sociais e indígenas contrários ao empreendimento. Os Estados do Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão estão na lista dos projetos. Entre as bacias mais impactadas estão Jamamanxi, Tapajós e Teles Pires. No documento, ao qual o portal acritica.com teve acesso, há diferentes etapas das análises, entr…

Que conta é essa?

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Que conta é essa? Entrevista especial com Telma MonteiroEnquanto o governo encontrar meios para explicar a importância da construção de hidrelétricas na Amazônia, os movimentos sociais e a sociedade civil lançam seus argumentos para mostrar que toda a energia que essas hidrelétricas irão produzir não será totalmente aproveitada pelo país.

Confira a entrevista.

Além de todas as hidrelétricas que estão sendo em processo de licitação, aprovação, estudo ou já sendo construídas no Brasil, aliás, em plena Amazônia, o Ministro de Minas e Energia anunciou recentemente que, para suprir as necessidades de energia do Brasil, outras duas hidrelétricas serão construídas na Argentina, duas na Bolívia e 18 no Peru. Que consumo energético é esse que o país tanto prevê? Essa é a principal questão que a pesquisadora Telma Monteiro levanta durante a entrevista que concedeu por telefone àIHU On-Line. “Nós temos, no Brasil, uma indústria de pás eólicas com tanta demanda que não dá conta da produção. É uma d…

Pressionado pela sociedade civil, governo desiste de hidrelétrica no Araguaia

Local: São Paulo - SP
Fonte: Amazonia.org.br
Link:http://www.amazonia.org.br

Bruno Calixto
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou na segunda-feira (18) que o governo não vai mais construir a Usina Hidrelétrica de Santa Isabel, no rio Araguaia, na divisa do Tocantins com o Pará.  O anúncio foi feito na 66ª reunião da Câmara Técnica de Análise de Projetos (CTAP) do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH).
De acordo com a pesquisadora da Associação de Defesa Etno-Ambiental Kanindé Telma Monteiro, que, por meio do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacia (Fonasc), representava a sociedade civil na reunião, o governo engavetou o projeto da usina.  "O representante da Aneel tomou a palavra e anunciou publicamente e oficialmente que o governo estava encerrando as discussões sobre essa hidrelétrica pelo menos nos próximos dez anos, e que ela estava sendo retirada da pauta e do plano do governo de expansão de energia".
A hidrelétrica de Santa Isabel era…

Hidrelétrica Santa Isabel: afetaria diretamente terras indígenas e unidades de conservação

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A apresentação feita pelo consórcio responsável pelo projeto de Santa Isabel não esclareceu qual seria a área do reservatório, diz o Ibama. 

Telma Monteiro

A região hidrográfica Tocantins-Araguaia tem uma superfície de 967 059 km² e se estende pelos estados de Goiás, Tocantins, Pará, Maranhão, Mato Grosso e Distrito Federal.  Aí vivem quase 8 milhões de pessoas. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é baixo e a taxa de analfabetismo é a maior do país. Apenas 55% da população dispõem de água encanada e somente 3,2% têm esgotamento sanitário ligado à rede pública. 

Outros indicadores como mortalidade infantil, subemprego e acesso à educação atingem taxas vergonhosas. Os povos indígenas estão fragilizados e apresentam dificuldades para manter e conservar suas tradições. Ler toda a matéria...

O modelo de geração elétrica calcado em aproveitamento hidráulico poderá exaurir a vida da região do Tocantins-Araguaia. No Plano Decenal de Expansão de Energia (PDEE) 2003-2012 estava prevista a expl…

Drope do dia

Hidrelétrica Santa Isabel vai afetar terras indígenas, sítios arqueológicos e excepcional beleza cênica
Em decreto de 2 de abril de 2002, o Presidente da República concedeu  a outorga da usina hidrelétrica Santa Isabel às empresas Billiton Metais S.A., Companhia Vale do Rio Doce - CVRD, Camargo Corrêa S.A., Alcoa Alumínio S.A. e Votorantim Cimentos Ltda., Consórcio GESAI - Grupo Empresarial Santa Isabel. Leia mais
Depois de todo esse tempo em dormência, o projeto foi retomado e o EIA/RIMA, apresentado ao Ibama, em 2000, está sendo atualizado e complementado, dando continuidade ao processo de licenciamento ambiental já aberto.
A Hidrelétrica Santa Isabel vai afetar a terra indígena de Xambioá de 3.326,35 hectares, onde estão os últimos 185 representantes do grupo Karajá, além de destruir sítios arqueológicos de mais de 8 mil anos, nos estados do Tocantins e Pará. Em novembro de 2001 a usina Santa Isabel e mais dez outros aproveitamentos no rio Araguaia foram a leilão, mesmo sem a licença …