Telma Monteiro
Já deu para perceber que o
governo brasileiro tem pressa. Pressa para implantar as usinas que ainda faltam para dar
por finalizada a campanha de aproveitamento do chamado "potencial
hidrelétrico" da Amazônia. Afinal, os lobbies
da eólica e da solar já estão atrapalhando a estratégia das empreiteiras e da Abiape.
Abiape quer dizer Associação
Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia. Nomão desse no setor elétrico só pode
significar apropriação e privatização dos recursos naturais. Vamos então saber
o que a Abiape tem a ver com Belo Monte, com o Complexo Teles Pires e com as
usinas do Tapajós. Sim, os consórcios responsáveis pelas usinas em construção têm
associados da Abiape e as que ainda não sairam do papel já estão na mira deles.
O clubinho fechado da Abiape
conta com as maiores empresas dos ramos da mineração, alumínio, siderurgia,
papel e celulose e cimento. Alcoa, Gerdau, Odebrecht, Vale, CSN, Arcelor Mittal,
Camargo Corrêa, Votorantim e MPX são …