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Energia e Sustentabilidade, 8 de fevereiro

Energia e Sustentabilidade desta semana traz 18 colaborações do Twitter sobre energia elétrica, meio ambiente, hidrelétricas, energia verde, populações tradicionais e povos indígenas. Artigos em diversos sites da internet mostram como estão ocorrendo os impactos da construção da hidrelétrica Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia e que ameaçam as populações ribeirinhas. Boa leitura!

Belo Monte. ''O capital fala alto, é o maior Deus do mundo''

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Entrevista especial com Ignez Wenzel
“Todas as informações estão sendo dominadas por essa democracia ditatorial, que nunca pensei que pudesse existir. Ela é ainda pior que a militar, porque é enganosa, porque diz ser uma coisa e é outra”, afirma a religiosa.Confira a entrevista.

Há 35 anos, Irmã Ignez Wenzel deixou as atividades que desenvolvia no Colégio São João, em Porto Alegre, onde trabalhava junto aos lassalistas, para abraçar a causa dos colonos que migraram para o Pará em função da construção da Rodovia Transamazônica (BR-230). Em Medicilândia (PA) e Altamira (PA), iniciou os trabalhos pastorais, visitando mais de 80 comunidades, onde pôde observar de perto o abandono do Estado e os problemas sociais que se arrastam há anos na região.

Carta em defesa de Felício Pontes Jr.

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Um total de 139 entidades e 49 pessoas, todas na maioria do Brasil, entregaram no final desta manhã ao Corregedor Nacional do Conselho Nacional do Ministério Público, Jeferson Luiz Pereira Coelho, Carta de solidariedade ao Procurador Federal Felício Pontes e de repúdio às ações da AGU contra ele. O documento ressalta o fato de Felício Pontes estar atuando em total acordo com a Constituição e as convenções internacionais das quais o Brasil é signatário,  nas defesa de povos indígenas e comunidades tradicionais que serão afetadas por Belo Monte. Segue o texto da Carta e as assinaturas. (Tania Pacheco, Blog Combate ao Racismo Ambiental)
Senhor Corregedor,
Ao cumprimentá-lo expressamos nossa preocupação com a atuação de membros da Advocacia-Geral da União que deliberadamente tentam impedir o desempenho do Excelentíssimo Senhor Doutor Felício Pontes Jr, Procurador da República no Estado do Pará, e do próprio Ministério Público Federal no Pará, que tem atuado incansavelmente na defesa dos dir…

Deixa o rio Xingu viver... Touche pas au Xingu!

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Este documentário teve objetivo de transcrever na tela digital, a emoção levada pelos povos do Xingu na luta pela conservação ambiental, na luta para a vida do Rio Xingu e de seu eco-sistema. O video foi montado graça as imagens, fotos e videos, compiladas e recolhidas de varias fontes, proveniente de associações, amigos, ou parentes todos defensores da causa Indígena do Xingu! A musica " Deixa o xingu Viver" foi criada e cantada especialmente para levar ao coração todos ressentidos que levam este projeto monstruoso da Barragem Belo Monte, defendido pelos maiores empresários do Brasil e pelo governo Lula. A Musica é da grande autoria de nossa querida irma Helena Castro, a quem dedica, alem de todos os parentes e irmãos do xingu, esta pintura digital com gota de amor e cores da Paz!

Elucubrações sobre a Usina Santo Antônio

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Por Paulo Andreoli
A construção das Usinas no Rio Madeira está produzindo situações dúbias em Rondônia. Se por um lado trouxe um maior desenvolvimento para a região, principalmente para Porto Velho, também trouxe a desorganização social causada pelo enorme fluxo de pessoas que para aqui vieram trabalhar.
Hoje vivemos o caos social provocado pela falta de planejamento e gerenciamento nas obras que trariam a compensação social necessária para aplacar o impacto negativo da construção das gigantes do PAC na capital rondoniense.

Energia e Sustentabilidade, 1 de fevereiro

Energia e Sustentabilidade desta semana traz 17 colaborações do Twitter sobre energia elétrica, povos indígenas, meio ambiente. Agradeço a todos que contribuíram para enriquecer o conteúdo do jornal. Boa leitura!

Falcatruas do setor elétrico

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"Para saber se um projeto [hidrelétrico] pode ter seus custos reduzidos, uma boa linha de investigação tem sido verificar se em sua elaboração foram usados os mesmos arranjos propostos nos inventários hidroelétricos. Isto porque estes estudos são menos detalhados e podem existir novas soluções de engenharia, mais baratas do que as que foram simplesmente copiadas do inventário e melhor detalhadas. Isso porque, como se sabe, o foco dos inventários [hidrelétricos] não é reduzir custos, mas permitir a divisão de quedas e o aproveitamento ótimo dos potenciais. Além disso, é comum seus orçamentos terem sido “inflados” para afastar o interesse de terceiros daquele rio e ao mesmo tempo, para tentar aproveitar boas condições do BNDES para reduzir o capital próprio. Ou ainda para aumentar o ganho sobre os investidores que entrassem depois como sócios no negócio." Ivo Pugnaloni[1]Telma Monteiro
O parágrafo acima chamou minha atenção no artigo de Ivo Pugnaloni, Concorrência entre eólicas…

Vale vence o Public Eye Awards, premio de pior empresa do mundo

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Após 21 dias de acirrada disputa, a mineradora brasileira Vale foi eleita, nesta quinta, 26, a pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial. Criado em 2000, o Public Eye é concedido anualmente à empresa vencedora, escolhida por voto popular em função de problemas ambientais, sociais e trabalhistas, durante o Fórum Econômico Mundial, na cidade suíça de Davos.

Belo Monte, Teles Pires e Tapajós nas mãos da Abiape

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Telma Monteiro
Já deu para perceber que o governo brasileiro tem pressa. Pressa para implantar as usinas que ainda faltam para dar por finalizada a campanha de aproveitamento do chamado "potencial hidrelétrico" da Amazônia. Afinal, os lobbies da eólica e da solar já estão atrapalhando a estratégia das empreiteiras e da Abiape.
Abiape quer dizer Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia. Nomão desse no setor elétrico só pode significar apropriação e privatização dos recursos naturais. Vamos então saber o que a Abiape tem a ver com Belo Monte, com o Complexo Teles Pires e com as usinas do Tapajós. Sim, os consórcios responsáveis pelas usinas em construção têm associados da Abiape e as que ainda não sairam do papel já estão na mira deles.
O clubinho fechado da Abiape conta com as maiores empresas dos ramos da mineração, alumínio, siderurgia, papel e celulose e cimento. Alcoa, Gerdau, Odebrecht, Vale, CSN, Arcelor Mittal, Camargo Corrêa, Votorantim e MPX são …

Energia e Sustentabilidade, 18 de janeiro

Energia e Sustentabilidade desta semana traz 19 colaborações postadas no Twitter, sobre energia elétrica, Belo Monte, usinas do Madeira, povos indígenas e hidrelétricas. Boa leitura!


Belo Monte inicia primeiro barramento do Xingu

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As primeiras intervenções no Rio Xingu, relacionadas à construção de Belo Monte, já estão em andamento. No trecho que margeia o Sítio Pimental, onde ocorrerá o barramento do rio, está sendo feita a primeira ensecadeiraPublicado em 16 de janeiro de 2012  Por Xingu Vivo Texto: Ruy Sposati
Fotos: João Zinclar

As primeiras intervenções de maior porte no Rio Xingu, relacionadas à construção de Belo Monte, já estão em andamento. No trecho que margeia o Sítio Pimental, onde ocorrerá o barramento do rio, os construtores da usina estão fazendo a primeira ensecadeira – pequena barragem provisória para desviar parte do curso da água e permitir que se trabalhe em seco na construção do “paredão” da barragem definitiva -, como constatou a equipe do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) neste domingo, 15.

Vote Vale

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Energia e Sustentabilidade, 11 de janeiro

Energia e Sustentabilidade desta semana traz 18 colaborações do Twitter sobre geração e transmissão de energia, meio ambiente e povos indígenas. São informações atualizadas que pontuaram a mídia nos últimos dias. Boa leitura!



Qual, é afinal, o papel da Funai?

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Telma Monteiro
Entre os objetivos da Fundação Nacional do Índio (Funai) está o de "monitorar as terras indígenas regularizadas e aquelas ocupadas por populações indígenas, incluindo as isoladas e de recente contato, coordenar e implementar as políticas de proteção aos grupos isolados e recém-contatados e implementar medidas de vigilância, fiscalização e de prevenção de conflitos em terras indígenas." Isso está escrito no site da Funai. 

O site mostra também a estrutura da Funai que impressiona pelo número de diretores e coordenações. Isso tudo serve exatamente para quê? Temos todos os episódios recentes como os eventos em MS, a localização dos isolados "descobertos" em RO, a morte da criança indígena no MA, que nos dão a impressão de que a Funai é um imenso vazio. Por onde anda toda essa gente que trabalha na Funai? 


As licitações e contratações, visíveis na página da Internet, estão em dia, basta visitá-la. Faça isso, visite o site do "órgão federal responsável …

Indígenas isolados na região das usinas do Madeira tinham sido detectados em 2009

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Na última semana foram divulgadas notícias sobre a presença de indígenas isolados na região das obras de construção das usinas Santo Antônio e Jirau, no rio Madeira. Uma das matérias é do blog da Redação Repórter Brasil, de 6 de janeiro, intitulada Povos isolados localizados perto de obras no Rio Madeira.
Para reforçar o descaso com que o tema vem sendo tratado pelas empresas responsáveis e pelo governo federal, escrevi o texto a seguir calcado no relatório de uma expedição realizada em 2009, que constatou a presença de indígenas isolados no entorno das obras das hidrelétricas em construção no rio Madeira. O relatório adverte para os riscos que grupos de indígenas isolados estão correndo em uma região que sofre os impactos da construção de duas obras gigantescas em plena Amazônia.
É importante aproveitar o momento para lembrar a presença de indígenas isolados nas cabeceiras do Igarapé Ipiaçava e de outro grupo isolado (ou grupos isolados) na TI Koatinemo, região onde está sendo constru…

Aula de energia

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Achei pertinente, neste momento em que se discute Belo Monte e a matriz energética brasileira, postar dois vídeos de uma verdadeira aula sobre os temas. O pesquisador Antonio Nobre explica, de forma didática e muito clara, como o Brasil é refém de grandes empresas e como o Estado se curva a elas, aceitando a "ditadura da oferta" para tocar  uma "economia funerária".


Belo Monte, diz ele, vai servir para alimentar o complexo do alumínio e para exportar lingotes sem valor agregado. Os vídeos são imperdíveis para aqueles que querem se aprofundar no assunto e dirimir dúvidas criadas pela falácia das empreiteiras, empresas eletrointensivas e governo.


O pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Antonio Nobre, falou  no debate "O Brasil e a energia do amanhã", promovido por CartaCapital e pela revista digital Envolverde, em agosto de 2010. (TM)

A Vale poderá ser eleita a pior empresa do ano

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A Vale participa do consórcio Norte Energia que é responsável pela construção da hidrelétrica Belo Monte. A Vale poderá ser eleita a pior empresa do ano no The Public Eye Awards e concorrecom outras cinco empresas: Barclays, Freeport, Tepco, Samsung, Syngenta.
Para votar na Vale como a pior empresa do ano clique AQUI  ou acesse o site The Public Eye Awards


Assista ao vídeo de apresentação sobre os impactos causados pela Vale

Energia e Sustentabilidade, 04 de janeiro

2011: o Brasil engoliu Belo Monte, na marra!

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Telma Monteiro
O processo de licenciamento de Belo Monte, sua imposição e aceitação política, contem fatos similares e já digeridos pela sociedade durante o também doloroso processo das usinas do rio Madeira. Desde 1997 eu me dedico a analisar documentos oficiais ou privados de projetos ligados ao setor elétrico e me impressiono como cresce o descaramento das autoridades do governo ao apresentar justificativas falsas para viabilizá-los.
Em 2011, acredito, tivemos a pior das demonstrações. Depois de ter passado no teste de resistência da sociedade de engolir sapos, a licença parcial de instalação inventada para apressar o início das obras da usina de Jirau, no rio Madeira, caiu como uma luva no caso de Belo Monte. O cinismo foi tanto que o Ibama nem se importou em "oficializar" a ilegalidade, pois contava com um precedente.
Empresas e instituições públicas, prontas para abocanhar o projeto da chamada terceira maior hidrelétrica do mundo, ignoraram solenemente os impactos socioam…

Liberação de obras de Belo Monte sem redução de impactos é carta branca para o caos na região, diz MPF

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Derrubada da decisão que exigia o cumprimento de ações de minimização dos impactos socioambientais da hidrelétrica pode causar prejuízos irreparáveis, afirmam procuradores da República no Pará
A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que liberou a instalação do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte sem o cumprimento de ações de prevenção e redução dos impactos socioambientais do projeto – as chamadas condicionantes foi considerada temerária pelo Ministério Público Federal no Pará.