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Mostrando postagens de 2019

Ricardo Salles, Bolsonaro e o Big Bang ambiental no Brasil

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Ricardo Salles é a gota d’água que transbordou o copo da desfaçatez do governo Bolsonaro. Ele é a escuridão, é um sofisma ao argumentar e usar raciocínios mentirosos que produzem uma ilusão de verdades, um simulacro de regras e de realidades para enganar.
Por Telma Monteiro
A saga da luta contra a construção da hidrelétrica Belo Monte levou ao conhecimento do mundo as pressões que sofreram os povos tradicionais, as violações dos direitos indígenas, o descumprimento da Convenção 169, as invasões das terras indígenas, o crescimento incontrolável do desmatamento da Amazônia, a destruição dos grandes rios amazônicos, a mineração em unidades de conservação. Tudo isso entrou na pauta, então, da Rio+20 e da mídia internacional, em 2012. Mas a pauta continua sendo atual. Pouca coisa mudou para melhor. Muita coisa mudou para pior. E vai continuar piorando, se as políticas das reservas ambientais, por exemplo, forem revistas, como anunciou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, em Curitiba.

Vale e Flamengo: o mesmo descaso com a vida

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Telma MonteiroOs objetivos da Vale e do Flamengo se igualam: vender a riqueza que este país detém, seja ela vinda da mineração, seja ela vinda dos filhos da pobreza dos rincões.A Vale e o Flamengo são duas empresas. A primeira produz commodities minerais e a segunda produz commodities humanas. Ambas comercializam aquilo que extraem, seja da terra, seja da sociedade.
O Clube de Regatas Flamengo é um produtor de atletas do futebol que serão vendidos a peso de ouro aos clubes internacionais. No entanto, enquanto eles são apenas promessas, o tratamento é miserável, como aquele que vimos nas imagens da tragédia provocada pelo incêndio, descaso criminoso, que matou dez adolescentes. Promessas do futebol que viraram cinzas. Assim como Brumadinho virou lama.
Enquanto isso um aparato milionário foi construído na sede do Flamengo para acolher aqueles que já são profissionais. Suítes similares às de hotel cinco estrelas para os que já passaram (e tiveram sorte de sobreviver) pelos mesmos riscos d…

Belo Monte, Mariana e Brumadinho

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Assim, o desastre de Mariana já estava praticamente esquecido. A justiça não foi feita nem para acalmar almas devastadas pela tragédia social e ambiental. Precisávamos de outra, nova, avassaladora, Brumadinho.Telma Monteiro
Quando penso que tudo já foi escrito nessas derrotas sucessivas que a sociedade civil vem amargando, acontece algo para comprovar o contrário. Belo Monte, Mariana, Brumadinho, quantas mais? Digo, além de tragédias, derrotas. Assim, Belo Monte também foi sintomática. Foi alvo da luta ambientalista há mais de 30 anos e hoje se transformou no símbolo do casuísmo e de ações vilipendiadas.
A sociedade mundial já viu acontecer muita coisa na história das batalhas travadas em defesa da vida, do meio ambiente e dos direitos das minorias. Belo Monte se tornou apenas mais uma prova da incapacidade da sociedade do século XXI de lidar com o desenvolvimento e as pressões da globalização sobre as populações tradicionais e os povos indígenas. Belo Monte não foi uma tragédia isolada…