Dropes do dia


Peru: Hidrelétrica Inambari

A ambição por geração de energia elétrica com grandes hidrelétricas e com o sacrifício de preciosos ecossistemas parece não ter limites para a Eletrobrás/Furnas. Não bastasse o ataque aos rios da Amazônia brasileira, o governo do Brasil, através das estatais, lançou seus tentáculos para criar impactos no país vizinho, o Peru. Continua

O Brasil assinou em Maio um protocolo de intenções para a construção de hidrelétricas na América do Sul, e em especial no Peru. A maior delas, no vale magnífico do rio Inambari, custará R$ 3,2 bilhões e terá capacidade de gerar 1,5 mil MW. Esses números divulgados sobre custos de grandes obras, ora em dólares, ora em Reais, sempre parecem irreais se comparados a outros como o da usina de Santo Antônio que, para gerar 3,3 mil MW, precisará de R$ 14 bilhões. As contas nunca fecham para nós simples mortais! A diferença nesse caso, entre a futura Inambari, no Peru e Santo Antônio, no Brasil, seria relativa a custos ambientais ou às obras civis? Quem pode esclarecer?

Linha de Transmissão

Segundo o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, "a idéia é construir um 'linhão' ligando a usina até Porto Velho (RO)", aproveitando a futura conexão entre Rondônia e o Sul do País, proporcionada pelas usinas do Rio Madeira. O tal "linhão" é o sistema de transmissão, que ainda não tem estudos ambientais e nem Licença Prévia (mas tem data para o leilão: julho), das usinas do Complexo Hidrelétrico do Madeira, Santo Antônio e Jirau.

Financiamento

A Hidrelétrica Inambari, na província de Madre de Dios, será construída por meio de uma parceria entre Furnas, uma empreiteira brasileira e uma empresa do Peru e a energia excedente será distribuída pelo Brasil. Ainda, segundo Edison Lobão, Peru e Brasil devem construir um total de 15 usinas para gerar 290 mil MW. A Eletrobrás aguarda que o Congresso Nacional dê a anuência para esses e outros projetos já planejados para a próxima década. O BNDES pretende financiar US$ 10 bilhões e buscar a parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimentos (BID).

A taxa de Carlos Minc

O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pretende criar uma taxa que poderá ser cobrada da geradora e do consumidor sobre a geração de energia de novas usinas hidrelétricas. Disse que essa poderá ser uma condição para a concessão da Licença de Instalação das usinas do Madeira.

Para Minc, essa taxa seria uma forma de financiar a preservação de unidades de conservação. O consumidor poderá pagar ainda mais caro pelo MWh, se a proposta do ministro for aceita. Pelo visto, programas de eficiência energética não estão mesmo sendo cogitados pelo governo.


Comentários

  1. Brasil tem a intenção de sugar toda a energia do Peru (1)

    / Brasil pretende chuparse toda la hidroenergía de Perú


    Telma Monteiro, de la ONG brasileña Coordinadora Amazonica de la Asociación de Defensa Etno-Ambiental Kanindé, acostumbra habla de las contradicciones en proyectos como la Iniciativa para la Integración de la Infraestructura Regional Suramericana (IIRSA) y los grandes proyectos hidroeléctricos, que el gobierno de Brasil usa como pretexto, argumentando que estos proyectos benefician a todos los brasileños, mientras que en realidad traen destrucción a la Amazonia y beneficios sólo a las compañías grandes.

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    Conservacionista brasileira Telma Monteiro opina de Hidrelétrica Inambari en Peru

    A ambição por geração de energia elétrica com grandes hidrelétricas e com o sacrifício de preciosos ecossistemas parece não ter limites para a Eletrobrás/Furnas. Não bastasse o ataque aos rios da Amazônia brasileira, o governo do Brasil, através das estatais, lançou seus tentáculos para criar impactos no país vizinho, o Peru.

    La codicia de generación de energía de las grandes empresas hidroeléctricas, a pesar del sacrificio de ecosistemas valiosos, parece no tener límites. Para Eletrobrás / Furnas no es suficiente atacar a los ríos de la Amazonia brasileña, el gobierno de Brasil, a través de sus empresas paraestatales, lanzó sus tentáculos para crear graves impactos en el vecino Perú.


    O Brasil assinou em Maio de 2008 um protocolo de intenções para a construção de hidrelétricas na América do Sul, e em especial no Peru. A maior delas, no vale magnífico do rio Inambari, custará R$ 3,2 bilhões e terá capacidade de gerar 1,5 mil MW. Esses números divulgados sobre custos de grandes obras, sempre parecem irreais se comparados a outros como o da usina de Santo Antônio que, para gerar 3,3 mil MW, precisará de R$ 14 bilhões. As contas nunca fecham para nós simples mortais! A diferença nesse caso, entre a futura Inambari, no Peru e Santo Antônio, no Brasil, seria relativa a custos ambientais ou às obras civis? Quem pode esclarecer?




    Brasil firmó en mayo de 2008 una carta de intención para la construcción de represas en América del Sur, en particular en Perú. El proyecto más grande es en el hermoso valle del río Inambari, costará 3,200 millones de Reales y será capaz de generar 1.500 MW. Este precio dado a conocer en los costes de las obras más importantes, siempre parece poco realista si se compara con otros, como el de la planta hidroeléctrica de Santo Antônio que, para generar 3.300 MW, necesitan 14,000 millones de Reales. Las cuentas nunca cierran bien para nosotros, simples mortales! La diferencia en este caso, entre el futuro proyecto hidroeléctrico de Inambari, en Perú y Santo Antônio sobre el río Madeira, en Brasil, estará relacionada con los costos ambientales o a la obra civil? ¿Quién lo puede explicar?

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  2. Brasil tem a intenção de sugar toda a energia do Peru (2)

    Brasil pretende chuparse toda la hidroenergía de Perú



    Linha de Transmissão

    Segundo o Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, "a idéia é construir um 'linhão' ligando a usina até Porto Velho (RO)", aproveitando a futura conexão entre Rondônia e o Sul do País, proporcionada pelas usinas do Rio Madeira. O tal "linhão" é o sistema de transmissão, que ainda não tem estudos ambientais e nem Licença Prévia (mas tem data para o leilão: julio de 2008), das usinas do Complexo Hidrelétrico do Madeira, Santo Antônio e Jirau.

    Línea de Transmisión

    Según el Ministro de Minas y Energía, Edison Lobao, "La idea es construir una Línea de Transmisión que una las centrales hidroeléctricas a construirse en Perú, con la planta hidrogeneratriz de Porto Velho (RO), aprovechando la conexión futura entre Rondônia y el Sur de Brasil, que se implementará con las plantas hidroeléctricas del río Madeira. La Línea de Transmisión, aún no tiene ni los estudios ambientales, ni licencia preliminar (pero tienen una fecha para la licitación (subasta: julio de 2008). Las plantas del Complejo Hidroeléctrico del río Madeira, se llaman San Antonio y Jirau.



    Financiamento

    A Hidrelétrica Inambari, na província de Puno, será construída por meio de uma parceria entre Furnas, uma empreiteira brasileira e uma empresa do Peru. Ainda, segundo Edison Lobão, Peru e Brasil devem construir um total de 15 usinas para gerar 290,000 MW. A Eletrobrás aguarda que o Congresso Nacional dê a anuência para esses e outros projetos já planejados para a próxima década. O BNDES pretende financiar US$ 10 bilhões e buscar a parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimentos (BID).

    Financiación

    La hidroeléctrica de Inambari, en el departamento de Puno, la construirá una empresa a través de la asociación entre Furnas, una empresa constructora de Brasil y una empresa del Perú. Sin embargo, de acuerdo con Edison Lobao, Brasil y Perú deben construir un total de 15 plantas hidroeléctricas para generar 290,000 MW. Eletrobrás espera el Congreso de Brasil de su aprobación para estos y otros proyectos ya previstos para la próxima década. BNDES pretende financiar 10,000 millones de dólares y buscar la coparticipación del Banco Interamericano de Desarrollo (BID

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  3. Brasil tem a intenção de sugar toda a energia do Peru (3) / Brasil pretende chuparse toda la hidroenergía de Perú


    A taxa de Carlos Minc

    O Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pretende criar uma taxa que poderá ser cobrada da geradora e do consumidor sobre a geração de energia de novas usinas hidrelétricas. Disse que essa poderá ser uma condição para a concessão da Licença de Instalação das usinas do Madeira.

    Para Minc, essa taxa seria uma forma de financiar a preservação de unidades de conservação. O consumidor poderá pagar ainda mais caro pelo MWh, se a proposta do ministro for aceita. Pelo visto, programas de eficiência energética não estão mesmo sendo cogitados pelo governo.

    El Ministro de Medio Ambiente, Carlos Minc, apunta a crear una tasa que podrá ser cobrada a la empresa generadora y al consumidor de energía de las represas hidroeléctricas. Él dijo que esto podría ser una condición para la concesión de la licencia de instalación de las plantas hidroeléctricas del río Madeira.

    Para Minc, esta tasa sería una manera de financiar la preservación de áreas de conservación. El consumidor pagará más caro por MWh, si la propuesta fuese aceptada. Al parecer, los programas de eficiencia energética ni siquiera han sido discutidos por el gobierno.

    Telma Monteiro: Dropes do dia 8 jul. 2008 telmadmonteiro.blogspot.com/.../dropes-do-dia.html -

    VIDEINHO NAO BARRAGENS

    Telma Monteiro, Coordinadora Amazonia de la Asociación de Defensa ... 8 Nov 2009 ... Video of Telma Monteiro, coordinator of the Association for the defense of the Amazon, Rondonia Region, Brazil.
    indigenouspeoplesissues.com/index.php?...telma-monteiro...brasil... -
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    malcolm.allison@gmail.com

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